sexta-feira, 8 de junho de 2012

União Europeia - INTENSIVO

Em crise, União Europeia ameaça limitar livre circulação de pessoas


Medida, que ainda precisa ser aprovada no Parlamento europeu, autoriza países a fechar fronteiras para conter fluxos de imigração


Policiais poloneses fiscalizam fronteira por causa da Eurocopa; países querem controle para combater imigração
Os ministros do Interior dos países membros da União Européia chegaram a um acordo nesta quinta-feira (07/06) para reformar o Tratado de Schengen, que instituiu a livre circulação de pessoas na região. A ideia, patrocinada pelos governos na França e da Alemanha, é autorizar o fechamento das fronteiras por até um ano para conter fluxos imigratórios excepcionais.

A reforma, que ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu, coloca em risco um dos pilares da constituição da UE. Em vigor desde 1996, o Tratado de Schengen abriu as fronteiras de 30 países no continente europeu, incluindo os membros da União Européia (exceto Reino Unido e Irlanda) e três países que não fazem parte do bloco econômico (Islândia Noruega e Suíça). Nesse espaço, as pessoas podem circular livremente, sem a necessidade de apresentação de passaporte.

A decisão teve o apoio unânime dos ministros presentes à reunião em Luxemburgo e se soma ao discurso antiimigratório que tem dominado o cenário político europeu nesse período de crise econômica.

Atualmente, o tratado permite aos países apenas a restrição de entrada de pessoas em caso de real ameaça de terrorismo. A Polônia, por exemplo, está exigindo a apresentação de passaportes dos turistas que chegam ao país para assistir a Eurocopa de futebol.

De acordo com informações da agência France Presse, o novo ministro do Interior da França, Manuel Valls, decidiu apoiar a mudança no acordo em virtude de “situações graves que possam surgir”, citando a crise humanitária na Síria, que em sua visão poderia gerar uma explosão imigratória em direção à Europa. Com isso, o governo do socialista François Hollande acabou apoiando a bandeira que já era levantada por seu antecessor, Nicolas Sarkozy, que focou sua fracassada campanha de reeleição no discurso antiimigratório.

Já a ministra do Interior da Áustria, Johanna Mikl-Leitner, citou o fluxo imigratório vindo da Turquia como uma justificativa para a mudança. "A situação na fronteira da Grécia com a Turquia mostra que precisamos de um mecanismo de ação muito claro no Espaço Schengen", afirmou.

Apesar da unanimidade, a aprovação da reforma não está garantida. A divulgação do acordo causou revolta no Parlamento europeu. "A livre circulação num espaço sem fronteiras internas é um pilar da União Europeia - um de seus benefícios mais tangíveis", disse o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, também de acordo com a AFP.

"Estou decepcionada com a falta de ambição europeia entre os Estados membros", disse a comissária de assuntos internos da EU, Cecilia Malmstroem, que se opôs à reforma, cuja votação ainda não tem data prevista.

Fonte: OperaMundi

4 comentários:

  1. Esta matéria condiz com o que foi falado na aula hoje: na hora que o Euro circula pela Europa é as mil maravilhas, são todos europeus; mas quando alguns "irmãos mais pobres", que são aqueles países do bloco com a economia mais frágil, precisam de ajuda, é porta na cara. Literalmente

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  2. professor não falei na aula, mas o senhor falou do banco santander e tal e só depois eu me toquei, a espanha pode ter um dos maiores bancos do mundo, porem também esta quebrada com a maior taxa de desemprego da historia

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  3. Oi, Manu, sim, você está certo. Isso é pra mostrar que até economias aparentemente desenvolvidas, sólidas e firmes também podem entrar em crise severa. Se a Espanha está assim, imagine países que não possuem bancos ou empresas multinacionais. Já diria o velho Marx, "tudo que é sólido desmancha no ar".

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  4. http://www.palavrasdiversas.com/2011/10/crises-economicas-sintomas-do-fracasso.html . É isso....

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