Saúde
e educação são os principais êxitos do regime cubano
da BBC, em Havana
Os principais êxitos do regime implantado pela
Revolução Cubana de 1959 estão na área social, onde a ilha apresenta
indicadores superiores à maioria dos países do continente, incluindo aí os mais
ricos. Para muitos, apesar dos inúmeros problemas enfrentados pela população
cubana, o maior sucesso da revolução liderada por Fidel Castro foi ter
conseguido desenvolver uma poderosa rede de assistência social, que serviu para
impedir que os 20% mais pobres da sociedade caíssem em uma situação de miséria
e pobreza extrema.
Em Cuba, o Estado se encarrega dessas famílias,
entregando-os dinheiro extra, alimentos, roupas e móveis. Nos casos de pessoas
com deficiências físicas ou mentais, o governo chega, inclusive, a pagar um
salário para que elas recebam os cuidados necessários. Medidas em benefício da
parcela mais pobre da população cubana foram tomadas logo nos primeiros dias da
revolução.
A reforma agrária, por exemplo, deu emprego a todos os
camponeses do país. Alguns receberam terras, outros passaram a integrar
cooperativas, e muitos se transformaram em trabalhadores de fazendas coletivas. Já nas cidades, foi proibido o despejo de inquilinos e
decretada a redução dos aluguéis. Finalmente, foi realizada uma reforma urbana
que transformou 85% dos cubanos em proprietários de suas casas, uma realidade
que se mantém até os dias atuais.
Educação
Não há no país nem mesmo meninos de rua. Os órfãos,
filhos de pessoas com deficiências mentais ou de pessoas presas, vivem em
instituições que lhes garantem alimentação, assistência médica e educação,
incluindo os estudos superiores. Mas eles não são exceção, já que 100% das crianças e
adolescentes cubanos frequentam a escola, que é obrigatória por nove anos e
segue sem custar um centavo até o nível universitário, onde até mesmo os livros
são gratuitos.
A lei cubana obriga os pais a enviarem seus filhos à
escola. Se for considerado que este direito da criança foi violado, a pena para
eles pode ser até mesmo a perda da guarda do menor e outras medidas judiciais.
Nenhuma criança fica de fora da rede educacional. Os cerca de 60 mil menores de
idade com limitações físicas ou psíquicas da ilha frequentam escolas especiais,
onde, além de aulas, recebem tratamento fisioterápico e atendimento
psicológico, uma combinação que permite com que eles desenvolvam ao máximo suas
habilidades.
Saúde
É nestas escolas que se reúnem dois dos maiores
sucessos da revolução cubana: a educação e a saúde pública. Em relação a esta última, o regime de Fidel Castro
desenvolveu um gigantesco sistema nacional de cobertura a todos os cidadãos,
sem exceções de nenhum tipo. O sistema de saúde de Cuba é composto por quatro
níveis: o médico de família, que costuma viver a poucas quadras de seus
pacientes; o clínico geral de bairro; os hospitais de zona e os institutos
especializados.
Todo atendimento é gratuito, com exceção dos
medicamentos, que são subsidiados pelo Estado. Nenhuma doença fica de fora do
sistema de saúde cubano, que oferece tratamentos a problemas que vão desde
simples dores de cabeça a enfermidades relacionadas à Aids, passando por
assistência odontológica e até mesmo cirurgias plásticas. O resultado deste
sistema de saúde tão amplo pode ser observado quando se comparam as
estatísticas das Nações Unidas sobre esperança de vida.
Cuba ocupa o terceiro lugar em todo continente
americano, com expectativa de vida de 76 anos para os homens e 80 para
mulheres. Já em relação à mortalidade infantil, as estatísticas da ONU apontam
que o índice de Cuba é de cinco mortes a cada 1.000 nascimentos, o que situa o
país em um nível só comparável ao do Canadá no continente americano.
Ciclones
Da mesma forma que poucas pessoas morrem em Cuba por
causa de doenças curáveis, o número de mortos pelos ciclones que atravessam o
país todos os anos também é baixo. O sistema de defesa civil criado pela
revolução é capaz de evacuar milhões de cidadãos para lugares seguros antes da
chegada das tempestades.
O ano de 2008 foi bastante ilustrativo neste sentido,
quando três grandes ciclones atravessaram a ilha, destruindo meio milhão de
casas, a maior parte das colheitas e derrubando centenas de torres do sistema
elétrico. Apesar dos estragos, foram registradas apenas sete mortes. Antes de
1959 e nos primeiros anos da revolução, os mortos eram contados às centenas e
milhares cada vez que um desses fenômenos atingia o país. Isso sem contar as
enormes perdas econômicas.
Agora, a Defesa Civil "toma o controle" dos
territórios onde se prevê que as tempestades passarão. Dias antes da evacuação
das áreas, as pessoas protegem seus animais e transportam alimentos, evitando
mortes e salvando o que é possível.
Violência
Também são poucas as pessoas que morrem por causa da
violência. Na verdade, a insegurança pública na ilha é ínfima.
Mesmo quando comparada aos países mais ricos da
região, Cuba pode ser considerada uma das sociedades mais pacíficas do
continente. São raros os casos de assaltos com pistolas ou armas brancas. Os
delitos mais comuns em Cuba são furtos de correntes, relógios ou de dinheiro.
Sem dúvida, este clima pacífico se deve à presença
constante da polícia nas ruas. No entanto, alguns argumentam que os baixos
níveis de violência também estão relacionados com o nível de educação da
população, o acesso à saúde e ao controle da pobreza.
Fatos como esses me fazem pensar se o capitalismo realmente é melhor
ResponderExcluirNossa! Professor, você está mudando completamente a minha visão sobre o socialismo.
ResponderExcluirEssa Matéria nos leva automaticamente à uma comparação entre o capitalismo e o socialismo.
ResponderExcluirDevemos lembrar que o Socialismo também tem os seus contras... Mas será mesmo que o Capitalismo é mais adequado?
Matérias como essa trazem muitos questionamentos mesmo... Na época da Guerra Fria, a propaganda anticomunista era muito violenta, diziam que os comunistas iam invadir nossas casas e iam nos expulsar delas, chamavam eles de "comedores de criancinhas" e muito dessa mentalidade permanece até os dias atuais. É bom sempre duvidar de algumas coisas que vemos na TV sobre esses assuntos.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluiro problema do socialismo é que sempre vai haver um ditador, e hoje em dia quem vai abrir mão de ir no shopping, pouquíssimas pessoas vão querer abrir mão uma parte por ignorância e outra por comodidade, não acho que a solução pra os problemas estão no socialismo mas sim em uma politica mais limpa e transparente, e isso eu garanto que não vai partir de quem está lá porque o dele está garantido
ResponderExcluirProfessor! Os fatos abordados são muito positivos, em uma aula de sociologia minha professora contou que teve a chance de visitar esse país, e disse que as pessoas de lá não podiam falar com os turistas e quando falavam eram presas. Além disso, o sistema é pequeno no espaço com relações entre outros países, pela maioria ser capitalista, ela disse também que se sentia em uma "filme antigo", devido a pouca industrialização.
ResponderExcluirTudo o que ela disse é viajem? O.O
Ou e apenas mais um país com seus prols e contras?
Oi, Ina, eu também estive em Cuba como turista e conversei com bastante gente... Eles são relutantes em fazer críticas ao regime, mas ninguém é proibido de falar conosco. A pouca industrialização também é verdade, alguns carros parecem ter saídos de filmes preto e branco. Mas ela não falou dos pontos positivos? Ninguém em Cuba passa fome, todos ganham um salário que é possível comprar os bens necessários para viver, a saúde e a educação são uma das melhores do mundo...
ResponderExcluirManu, ditador é meio relativo. Só por que não muda de presidente quer dizer que é ditadura? Durante 20 anos o Brasil foi governado por militares, eles trocavam de 5 em 5 anos e foi um período ditatorial. Em Cuba, as pessoas participam ativamente das associações de bairro e em sindicatos de trabalhadores. Será que quem vota pra eleger deputados, senadores, presidentes e governadores de 4 em 4 anos é mais democrático do que Cuba?